Ninguém é feliz o tempo todo, o dia inteiro, a vida
inteira... Gente normal tem hora, tem momento, tem escape, tem tristeza, tem
sofrimento, tem problema... Gente que é gente vive como a gente, assim, meio
torto, meio inclinado, firma as raízes quando chega o temporal, mas as folhas,
ah as folhas não dá para segurar, mas os galhos, ah, os galhos também não...
Eles se vão, se espalham pelo chão, pelos telhados, outros telhados... E não retornam
mais, mas na outra estação eles ressurgem novos e vigorosos, a espreita de um
novo temporal... E assim se vão os galhos, as folhas e também os dias... Gente
de verdade espera, se angustia, ama, odeia, sente frio, sente medo, sente
alegria, sente desespero, sente tudo, se você não sente meu amigo, gente você
não é... Gente de verdade é a gente que ninguém vê, e quem chora escondido, e
quem espuma de raiva, e quem sorri sem limite de decibéis, quem abraça, quem se
doa, quem recebe, quem perde e quem ganha... E não, não se ganha sempre minha
gente... Acredito que tudo é passageiro, e se não acreditasse desacreditaria em
tudo agora meu irmão... Um dia é da caça e o outro, ah o outro é o outro,
depois a gente vê...Tontear com as voltas e perfeitamente normal não é? Só não
pode cair minha gente, segura com fé no puta merda da vida... Ou pelo menos dá um descanso para teus esforços vãos e para de insistir e encher o saco do destino... Bom, seja como
for, gente ou não, nada além de um ser humano tentando ser o mais confortável
possível na sua própria pele, encaro a vida como uma grande montanha russa e,
falando sinceramente, acho que tenho uma afável queda por esse brinquedo, pois
estou sempre na fila do parquinho...
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